terça-feira, 29 de março de 2011

O MENSALÃO CHEGA ÀS FORÇAS ARMADAS


          Sou militar há quarenta e um anos, trinta dos quais na ativa na Marinha do Brasil. Enverguei durante todo esse tempo, e com muito orgulho, o uniforme da gloriosa Armada. Sempre fui um militar disciplinado, correto e cumpridor dos meus deveres. Estive embarcado durante treze anos e não pude acompanhar, como gostaria, o crescimento e desenvolvimentos dos meus quatro filhos. Uma pesada tarefa que foi desempenhada com muito esforço e dedicação, quase que exclusivamente, pela minha mulher. Fiz todos os cursos de carreira e recebi todas as promoções a ela inerentes, sempre por concurso e por merecimento. O meu conceito médio, ao final da carreira, numa escala de zero a cinco, foi cinco. E jamais sofri qualquer tipo de punição por qualquer tipo de infração aos Regulamentos e Códigos Militares. Fui várias vezes elogiado por meu desempenho profissional, e formei, como instrutor, centenas de outros profissionais, nos doze anos em que atuei no ensino. Paralelamente à carreira militar, consegui estudar e me formar em uma universidade. Não sem muito esforço e perseverança, aos quarenta e dois anos de idade. O que fiz, na minha vida militar ou civil, nada tem de excepcional. É isso o que faz a quase unanimidade dos militares. Fazemos o que aprendemos a fazer e ensinamos o que aprendemos. E esse processo ensino-aprendizagem baseia-se principalmente no exemplo: eu faço, você faz, nós fazemos. Até que você faça igual ou melhor do que eu. 
          Porque estou dizendo isso? Porque venho aqui fazer este breve retrospecto da minha vida como militar? Porque neste momento eu estou sentindo vergonha do que sou. Não tenho vergonha do que fui. Tenho vergonha do que sou, porque sou um militar qu
e, a partir do ultimo dia 10/03, tem como um dos seus comandantes um cidadão que está indiciado no STF como criminoso, participante da quadrilha do capo Jose Dirceu, nominado pelo então Procurador Geral da República como [WINDOWS-1252?]“Chefe de uma Organização [WINDOWS-1252?]Criminosa”! Estou falando do Sr. José Genoino, que acaba de ser nomeado Assessor Especial (?) do Ministério da Defesa, e que em épocas não muito distantes pegou em armas contra as próprias Forças Armadas, em nome do seu ideal socialista. Isso é o de menos. E a Lei da Anistia, que estes mesmos elementos insistem em rever, já curou esta ferida. Estou falando é do homem José Genoino, que prevaricou como parlamentar e que foi rejeitado nas urnas pelo povo. Estou falando é de um homem ficha suja, que estará em posto de comando de homens a quem é exigida uma vida e comportamento exemplares e ficha limpa. É preciso que se saiba que uma simples contravenção disciplinar pode tirar uma promoção de um militar, prejudicando-o na carreira. Como se sentirá esse homem, sabendo que tem que prestar reverências a um cidadão indiciado como criminoso? 
          Sinceramente, não acredito que não haja um outro nome que pudesse assumir essa função no Ministério da Defesa. Estaremos neste país, tão carentes de homens idôneos? Terá sido por isso que o Sr. João Paulo Cunha, outro indiciado no mesmo processo, tenha sido eleito para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara? Não! Acho que é mesmo uma forma de afrontar a opinião pública e os militares. Isso certamente é ideia gerada na cabeça de alguns setores revanchistas, que permeiam este governo.  
            Me espanta o silêncio da cúpula militar. É certo que vivemos uma democracia, e que os militares devem ocupar-se exclusivamente das suas funções constitucionais. Mas a uma afronta, tão clara quanto esta, esperava-se algum tipo de manifestação. Não estou falando de uma renuncia coletiva dos srs. comandantes, é querer demais. Mas de uma manifestação, qualquer que fosse, mas que demonstrasse descontentamento. Esse silêncio é motivo ainda maior da minha vergonha.
Euripedes Barbosa Ribeiro
Suboficial-EL(Ref)
Poeta e Escritor
Membro do Movimento Poetas del Mundo
Membro da Academia de Cultura da Bahia
 
Publicado no Recanto das Letras em 12/03/2011 
Código do texto: T2843232
recebido por email
Minhas considerações: O autor pode até não ser militar, mas que é vergonhoso, ha isso é ! Que País sem futuro....

FORMAÇÃO DE QUADRILHA Mensalão pode prescrever sem julgamento



Preocupação com o julgamento do mensalão vem norteando a escolha dos novos ministros do STF

Uma série de articulações do comando do PT e do governo federal deve resultar no esvaziamento do processo do mensalão, culminando com a prescrição do crime de formação de quadrilha, em agosto.
Entre os 38 réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha. O crime é citado mais de 50 vezes na denúncia do Ministério Público, aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Quando deixou a presidência, Lula afirmou que sua principal tarefa a partir de então seria mostrar que o mensalão era “uma farsa”.

Mensaleiros voltam à vida pública

Mas o PT está agindo no Supremo também, intervindo de forma indireta. A preocupação com o julgamento do mensalão vem norteando a escolha dos novos ministros do STF. Foi assim com José Antônio Dias Toffoli, indicado por Lula em 2009, e com Luiz Fux, recém-indicado por Dilma. O critério deve balizar também as duas nomeações que Dilma deve fazer nos próximos meses.
Enquanto o processo do mensalão caminha para dar em nada, seus réus mais notórios vão aos poucos voltando a ocupar cargos importantes em Brasília. José Genoino foi nomeado assessor especial Ministério da Defesa e João Paulo Cunha ocupa atualmente a presidência da mais importante comissão da Câmara, a de Constituição e Justiça.
FONTE: REVISTA VEJA

O LEGADO DO AMOR A VIDA



Não vou comentar a respeito da ida do ex vice presidente José Alencar para outro plano e sim destacar a sua luta diária para viver e se curar dos problemas oriundos do cancer. Um homem que mostra que viver é bom, so não sabe quem não quer. 
Além de tudo sua trajetoria de empreendedorismo no segmento industrial demonstra o potencial gestor e administrador que era.
Que fique na história e sirva de impulso para aqueles que se entregam no primeiro instante das adversidades. Tudo passa !

quarta-feira, 23 de março de 2011

QUANDO É QUE VAMOS PROTESTAR ???



BRASIL, BRASILEIROS E BRASILEIRAS, ESTUDANTES, APOSENTADOS, VAMOS PROTESTAR POIS A PERMISSIVIDADE DO NOSSO POVO É QUE GERA A FACILIDADE.

E A JUSTIÇA NÃO É PARA TODOS?

LADRÃO PROCESSA VÍTIMA POR LESÕES CORPORAIS.

Juiz considera 'uma afronta ao Judiciário' ação que assaltante moveu contra comerciante dono de padaria, por ter levado surra ao tentar roubar estabelecimento em Belo Horizonte..
Uma ação em tramitação no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, leva às últimas conseqüências a máxima segundo a qual a Justiça é para todos - todos mesmo.
O pedido de um assaltante, preso em flagrante e que decidiu processar a vítima por ter reagido durante o assalto, provocou surpresa até mesmo nos meios jurídicos e foi classificado como uma "aberração" pelo juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo, da 2ª Vara Criminal, que suspendeu a ação.
Não satisfeito, o advogado do ladrão, José Luiz Oliva Silveira Campos, anuncia que vai além da queixa-crime, apresentada por lesões corporais: pretende processar, por danos morais, o comerciante assaltado..
O motivo: seu cliente teria sido humilhado durante o roubo.
Wanderson Rodrigues de Freitas, de 22 anos, se sentiu injustiçado e humilhado porque apanhou do dono da padaria que tentava assaltar. O crime ocorreu no mês passado, na Avenida General Olímpio Mourão Filho, no Bairro Planalto, Região Norte de BH.
Por volta das 14h30 de uma terça-feira, Wanderson chegou ao estabelecimento e anunciou o assalto. Ele rendeu a funcionária, irmã do proprietário, que estava no caixa. Conseguiu pegar R$ 45.
No entanto, quando ia fugir, foi surpreendido pelo dono da padaria, um comerciante de 32 anos, que prefere ter a identidade preservada.
"Estava chegando, quando vi minha irmã com as mãos para o alto. Já fui roubado mais de 10 vezes nos sete anos que tenho meu comércio.
Quatro dias antes de esse ladrão aparecer, tinha sido assaltado. Não pensei duas vezes e parti para cima dele. Caímos da escada e, quando outras pessoas perceberam o que estava acontecendo, todos começaram a bater nele também. Muitos reconheceram o ladrão como autor de outros assaltos da região", conta o comerciante.
Ele diz ainda que, para render a irmã, Wanderson escondeu um pedaço de madeira debaixo da blusa, fingindo ter uma arma.
"Pensei que fosse um revólver. Quando a vi com as mãos para o alto, arrisquei minha vida e a dela. Mas estava revoltado com tantos crimes e quis defender meu patrimônio. Trabalhei 20 anos para conseguir comprar esta padaria. Nada foi fácil para mim e nunca precisei roubar para viver. Na confusão, chamamos a polícia e ele foi preso em flagrante por tentativa de assalto "á mão armada", conta.
O comerciante acha absurda a atitude do advogado. "O que me deixa indignado é como um profissional aceita uma causas dessas sem pensar no bem ou no mal que pode causar a sociedade. Chega a ser ridículo", critica.
Quem parece compartilhar da opinião da vítima é o juiz Jayme Silvestre Corrêa Camargo. Em sua decisão, ele considerou o fato de um assaltante apresentar uma queixa-crime, alegando ser vítima de lesão corporal, uma afronta ao Judiciário. O magistrado rejeitou o procedimento, por considerar que o proprietário da padaria agiu em legítima defesa. Além disso, observou que não houve nenhum excesso por parte da vítima. O magistrado avaliou que o homem teria apenas buscado garantir a integridade física de sua funcionária e, por extensão, seu próprio patrimônio.
"Após longos anos no exercício da magistratura, talvez este seja o caso de maior aberração postulatória. A pretensão do indivíduo, criminoso confesso, apresenta-se como um indubitável deboche", afirmou o juiz. Da decisão de primeira instância cabe recurso.
Com 31 anos de carreira, o advogado do assaltante, José Luiz Oliva Silveira Campos, está confiante no andamento do processo.
Ele alega que o cliente sofreu lesão corporal e se sentiu insultado e rebaixado por ter levado uma sova. "A ninguém é dado o direito de fazer justiça com as próprias mãos. Wanderson levou uma surra.
Ele foi humilhado e, por isso, além dos autos em andamento, vou processar o comerciante por danos morais", afirma.
Ele conta que há 31 dias Wanderson está atrás das grades, no Ceresp da Gameleira, pelo crime cometido no Planalto.
Além de justificar a ação, ele desfia um rosário de teorias. "Não vejo nada de ridículo nisso. Os envolvidos estouraram o nariz do meu cliente e ele só vai consertar com uma plástica. Em vez de bater nele, o dono da padaria poderia ter imobilizado Wanderson.
Para que serve a polícia? Um erro não justifica o outro. Ele assaltou, sim. Mas não precisava ter sido surrado", afirma O advogado, acrescenta que sua tese é a de que Wanderson não estava armado, mas "apenas com um pedaço de madeira de 20 centímetros".
Ele também culpa o governo pelo assalto praticado pelo cliente. "O problema mora na segurança pública. Há câmeras do Olho Vivo pela cidade. Por que o poder público não coloca nas padarias também? Temos que correr atrás de nossos direitos e Wanderson está fazendo isso. Meu cliente precisa ser ressarcido", diz o advogado. 

terça-feira, 22 de março de 2011

LEI SECA E IMPUNIDADE

Já virou costume no Brasil as diárias noticias sobre motoristas embriagados que são flagrados, causando acidentes horrendos, ceifando vidas alheias porque ultrapassaram todos os limites: o da lei, o da prudência e do respeito. A Lei diz que excedendo o limite de 0,2 grama de álcool por litro de sangue paga-se multa de 957 reais, perde-se a carteira de motorista por um ano e ainda se tem o carro apreendido. A princípio a lei traz benefícios, mas o motorista que causa acidente, que mata terceiros, deveria responder por homicídio doloso e ainda mais, transformar o ato em crime inafiançável. Assim a Lei realmente vai surtir efeito, pois desse jeito, está difícil o resultado esperado.

segunda-feira, 21 de março de 2011

FINANCIAMENTOS CEF - MINHA CASA MINHA VIDA

 



A 1 mês atrás a CEF - Caixa Economica federal - determinou que imoveis que estivessem construidos em ruas sem calçamento, sem a estrutura de urbanização, não teriam aprovação de crédito, o que deixou milhares de pequenos construtores apreensivos com a medida. Após a pressão exercida, consentiu-se prazo para que todos pudessem se adequar à medida, até 31/06/2011.
Até entendo a posição da CEF porém sabemos que o Governo Dilma passa por momentos de turbulência financeira e equilibrio de gastos, herança maldita do Ex- Presidente Lula. 
Com esta medida, visa diminuir a incidencia de financiamentos, segurando assim o impeto dos créditos até que o novo governo possa respirar.
Sempre alguém tem que pagar a conta . . . . .