terça-feira, 24 de agosto de 2010

O TRANSPORTE DE CARGAS E A LOGÍSTICA


       
A logística integrada, neste mundo cada vez mais globalizado, tem representado uma vantagem competitiva estratégica para as empresas em seus mais diversos segmentos econômicos. E isso parece só o começo, pois como comentado na revista “The Economist”, a logística ainda é "uma indústria pouco visível que vem mudando a vida de todos nós”. Mesmo no Brasil, apesar de todas as dificuldades existentes, o setor de logística tem projetado taxas de crescimento maiores para os próximos anos, acima, inclusive, das taxas de crescimento do PIB.
Contribuindo para o crescimento da logística e em face das fortes pressões para que se invista em infra-estrutura logística, com atenção no transporte de cargas, o governo brasileiro instalou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e está desenvolvendo o PNLT (Plano Nacional de Logística e Transporte). Este último, como se sabe, é mais do que um plano de Governo, mas, claramente, um plano de Estado, prevendo investimentos até o ano de 2023. Isso deverá, sem dúvida, ajudar na melhoria das operações logísticas e de transporte, com efeitos diretos para a rentabilidade das empresas, posto que o transporte poderá ser feito de forma mais rápida, racional e com menos custo. O próprio BNDES vem trabalhando fortemente para financiar a infra-estrutura logística brasileira, notadamente o transporte de cargas.
Diante desse cenário e mais a necessidade de se adicionar diversidade nos seus negócios, as empresas brasileiras, principalmente dos ramos de transporte, armazenagem e de comércio exterior, têm direcionado seus esforços e investimentos com o objetivo de construir e desenvolver uma base sólida e eficiente para a prestação de serviços logísticos integrados, tanto no Brasil como no Exterior.
Nesse contexto poderá haver segmentações dessas empresas por setores industriais (automotivo, farmacêutico, químico, etc.), por canais de distribuição (varejo, venda direta, comércio internacional, industrial, etc.) ou mesmo por regiões. E mesmo que algumas empresas adquiram “expertise” em um ou mais setores, precisarão, diante da especificidade de cada tipo de serviço a ser executado, segmentar suas operações em divisões autônomas.
Por outro lado, as operações logísticas têm, no transporte, uma das variáveis mais importantes. O transporte, como indicam as pesquisas, representa algo como 2/3 dos gastos logísticos, impulsionado, entre outros fatores, pelo custo do frete que, sozinho, chega a 10% do produto final.
Conseqüentemente, uma boa operação de transporte de carga, possibilitará ao tomador desse serviço, inclusive ao operador logístico, algumas vantagens muito importantes: maior competitividade (na medida que cria possibilidades de se colocar seu produto em mercados mais distantes), economias de escala (obtidas pela presença em mercados mais amplos) e, conseqüentemente, preços reduzidos no produto ou serviço final, são algumas delas. Isso vale para o produto final ou para os insumos, pois sob o ponto de vista da cadeia de suprimentos (“supply chain”), a operação e o custo otimizado de transporte proporcionarão economias no custo total dos insumos utilizados, bem como máxima confiabilidade para o ciclo produtivo.
Portanto, está claro que não é somente o custo que se deve levar em conta no momento de se definir sobre a utilização de transporte, seja ele próprio ou de terceiros. Fatores como disponibilidade, flexibilidade operacional, velocidade e oportunidade de investimento, também devem ser analisados. A operação de transporte, como se sabe, precisa estabelecer técnicas e procedimentos adequados para todas suas atividades, sejam elas de roteirização, de balanceamento de viagens (carregadas x vazias) e até do tipo e da programação de equipamento a ser utilizado.
A terceirização do transporte de cargas, por sua vez e muito comum no Brasil, exige outros cuidados: negociação dos fretes, documentação, seguro e auditoria dos serviços contratados, são fundamentais, só para citar.
(EXTRAIDO DO SITE www.ntcelogistica.org.br texto de Paulo Roberto Guedes )

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