domingo, 29 de agosto de 2010

Jeitinhos e jeitões

Em um grande número de organizações, o que não faltam são as "calamidades" comportamentais, algumas das quais, de tanto se repetirem, tornam-se crônicas e, ao mesmo tempo, folclóricas e motivos de lágrimas e risos nos corredores. Essas calamidades podem diferir na forma, mas todas têm uma coisa em comum: detonam o clima interno, acabam com o respeito aos princípios e aos valores da empresa e, por vias indiretas, comprometem as relações entre os colegas e dificultam o cumprimento dos resultados. Os "jeitinhos" e os "jeitões" constituem duas dessas calamidades - dentre outras.
Comecemos pelos "jeitões". Quem, no seu local de trabalho, não tem ou nunca teve um colega ou chefe com um "jeitão" fora dos padrões civilizados? Tomemos o caso de um gestor que é grosseiro de doer, grita e trata seus colaboradores como se fossem máquinas ou coisas insensíveis e sem auto-estima. E quando alguém mais corajoso decide procurar a Alta Direção para fazer queixa daquele assediador moral em série, ouve do maioral: "Ah, não esquenta com isso! É o "jeitão" dele, mas no fundo é ótima pessoa... E, olha, com esse "jeitão" ele faz o pessoal cumprir todas as metas!". E o gestor, com seu "jeitão" anacrônico, continua pelos corredores à fora machucando impunemente a equipe, protegido pela cultura interna que aprova esse "jeitão eficaz" de atingir resultados...
Anote aí: nas empresas que abrigam essa calamidade, "jeitão" é a nova palavra para definir grosseria, falta de modos e de educação, insensibilidade e total desconhecimento da arte de liderar pessoas. Isso me faz lembrar as palavras do guru em administração Stephen Covey, consultor americano, autor do best-seller "Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes", que vendeu mais de 15 milhões de exemplares: "A maioria das lideranças ainda está estancada no modelo de trabalhador em que as pessoas são vistas como coisas a ser controladas e reguladas. Mas hoje é imperativo ter consciência de que as pessoas são feitas de corpo, mente, emoções e espírito". Um bom treinamento em sensibilização - com a Análise Transacional, por exemplo - consegue amenizar e em alguns casos até extinguir esses "jeitões".
Outra calamidade são os "jeitinhos". Diariamente, em muitas empresas, as normas, políticas, regulamentos e diretrizes são criativamente dribladas ou ignoradas por "jeitinhos". São aqueles atalhos e "adaptações" que fogem da estrada principal que conduz ao ponto certo, visando "facilitar" o trabalho de muita gente esperta, que esquecem que isso complica e compromete a vida das organizações.
O "jeitinho" existe onde hajam profissionais sem a devida disciplina, paciência e comprometimento para cumprir as etapas e os passos, às vezes, complexos e burocráticos de algumas tarefas e processos, mas que asseguram a excelência e a legalidade do trabalho. Resultado: os milhões gastos pela empresa em programas e projetos de qualidade, excelência e boas práticas de fabricação descem diariamente pelo ralo do desperdício.
Essas calamidades podem ser anuladas pela própria organização, se sua gestão definir e fizer seguir rigorosamente as corretas práticas de trabalho, se investir no desenvolvimento da maturidade comportamental das equipes e em saudáveis e éticos princípios e valores.
Felizmente, em sua grande maioria, as organizações atuam conforme o figurino, sem permitir a ocorrência dessas calamidades. São as empresas vencedoras - não necessariamente as de maior porte e lucro, mas as de maior ética, melhor clima e aquelas com maior preocupação com seu capital humano. Mas ainda há muita gente que parece esquecer o óbvio: numa empresa ou em qualquer organismo social, nenhum "jeitão" comportamental está acima dos direitos e do bem-estar da coletividade, assim como nenhum "jeitinho" está acima do compromisso com as leis e com a qualidade.
É simples assim.
(extraido do site RH.com.br-Texto de Floriano Serra; Psicólogo atuante em consultorias)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As diferenças de liderança na gestão de pessoas

Sengundo Antonio Carlos Gil, no livro “Gestão de Pessoas” da editora Atlas, os gestores de pessoas têm que desempenhar o papel de líder visando à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais.
Portanto, no contexto da gestão de pessoas, é fundamental que estes gestores desenvolvam habilidades de liderança, afinal, como diz James Hunter no livro “O Monge e o Executivo” da editora sextante: Liderança é a habilidade de influenciar pessoas para trabalharem entusiásticamente visando atingir objetivos comuns, inspirando confiança por meio da força do caráter.
Baseados no exposto acima, podemos caracterizar dois tipos de líderes, o bom e o mau, e suas principais diferenças. É um verdadeiro check-list que poderá nos ajudar no desenvolvimento das habilidades essênciais de um líder:
Delegação e Distribuição de Responsabilidade e Tarefas:
Bom Líder: Delega e distribui responsabilidades e tarefas baseado na maturidade profissional e pessoal.
Mau Líder: É centralizador, e quando delega responsabilidades e tarefas não se baseia em critérios de maturidade profissional e pessoal.
Objetivos e Metas
Bom Líder: Sua equipe tem claramente quais são os objetivos e metas tanto globais quanto da tarefa.
Mau Líder: Não transmite claramente, a sua equipe, quais são as metas e objetivos a serem alcançados.
Conflitos
Bom Líder: Enfrenta os conflitos de maneira construtiva, criativa e aberta, contribuindo para um melhor clima organizacional.
Mau Líder: Encara o conflito como ameaça para sua gestão.
Funções
Bom Líder: Cada membro de sua equipe tem claramente qual sua função e sabe a importancia dela e das demais para o alcance dos objetivos.
Mau Líder: Os membros trabalham de forma independente, não reconhecendo a importancia dos demais para o sucesso da equipe.
Avaliação
Bom Líder: Está sempre atento ao alcance dos objetivos e metas, para tanto realiza constantemente avaliações para mensurar seu progresso e verificar as discrepancia para tomada de decisões.
Mau Líder: Preocupa-se em “mandar” e no resultado final, não se preocupando em avaliar e monitorar os possíveis desvios. Quando avalia não baseia-se em métodos específicos e sim no subjetivismo.
Pessoas
Bom Líder: Tem paixão por pessoas e trabalha no sentindo de desenvolvê-las, acompanhando, treinando, apoiando. Vê as pessoas como o patrimônio mais valioso de uma organização. Contribui muito para a motivação da pessoas, pois se preocupa em conhecer as necessidade de sua equipe e de cada colaborador.
Mau Líder: Enxerga as pessoas como meras peças importantes para que o sistema e a estrutura organizacional possa alcançar os objetivos.
Visão
Bom Líder: Trabalha no curto prazo com visão de longo. Em toda tarefa pensa na missão e visão organizacionais e na motivação de seus colaboradores.
Mau Líder: Concentra-se no resultado imediato, sem uma correlação com as demais áreas e a Visão de futuro da empresa.
Durante muitos anos desenvolvendo consultorias e implementando treinamentos em empresas dos mais diversos portes e ramos de atuação, percebo que os gestores brasileiros precisam desenvolver habilidade para liderar pessoas. Elas são a chave para o sucesso ou fracasso de uma gestão, pois são o patrimônio maior de qualquer organização.
Sejamos bons líderes capazes de desenvolver pessoas para o alcance dos objetivos organizacionais e individuais, para tanto, comece com a ferramenta aqui apresentada, indentificando seus pontos fracos e fortes trabalhe para fortalecê-los.
(Extraido do site ogerente.com.br)
(Márcio A. Silva é escritor, consultor de Treinamento & Desenvolvimento e Planejamento Estratégico, palestrante há mais de 8 anos nas áreas de gestão de clientes & atendimento, call center e contact center, gestão de pessoas, vendas, motivação, planejamento estratégico e liderança. Autor do livro “Clientes por Todos os Lados” pela Editora Diário (SP), tendo como principais clientes: Volvo, Unimed, Shopping Center Uberaba, Vila Rica Imóveis, Kia Motors, Band FM, VTV Digital, WDC Network, Centro Auditivo Surtel, CRA-SP, ABT, Diário de Suzano, Amaro Contact Center, Assist-Card do Brasil, CTIS Tecnologia S/A, ABRAPP, entre outros.)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ficará somente a boa lembrança

O Clube do Remo, o mais querido do futebol do Norte do Brasil, vendeu um de seus patrimônios mais vistosos, palco de tantas glórias e alegrias, o Estádio Evandro Almeida, o Baenão. Como torcedor remista que sou não poderia deixar de expor a minha manifestação, com um misto de tristeza mas também de esperança.
Minha primeira foto na porta do baenão, tinha eu por volta de 3 mêses de idade, ano de 1975, uma das décadas de ouro do Clube mais querido. Cresci e não houve outro jeito, sempre acompanhando o Clube do Remo e absorvendo na pele o manto azul sagrado. Recordo ainda dos memoráveis jogos e vitorias e da farra no Posto Azulino, enchendo a Avenida Almirante Barroso de torcedores azulinos. Certa vez, com meus 13 anos de idade, pulei o alambrado para entrar com o time em campo, acompanhando os jogadores na entrada e saudando a torcida. Inesquecível !!! Muitas vezes voltava para casa com o ônibus lotado, outras vezes dava a volta lá pelo ver o peso para fugir do aglomerado de torcedores e chegava em casa tarde da noite. Sem comentar os dias de treino que ia assistir, apresentação de novos jogadores e grandes treinadores que tivemos.!
A péssima gestão acumulada nestes longos anos, sai um ruim e entra outro pior, culmina com a venda deste bem para pagar dívidas trabalhistas e desacertos administrativos. A palavra mais certa é Amadorismo. Excede-se esta forma de gestão, faltando profissionalismo, sem compromisso com o bem maior do clube, sua torcida ! Poderia aqui fazer até comparativos com o mundo corporativo, mas seria por demais prolongado. O certo é que fica a esperança final de que este dinheiro que vai entrar para os cofres do clube, seja bem administrado e seja de fato construido um novo Estádio, moderno e confortável, a altura do Remo e de seu torcedor.
Todavia, para um clube de gestão comprovadamente ineficaz fica a dúvida e o temor se dias melhores virão !!!!

Aluno tira nota 10 em Química

Para descontrair:



Prova do Curso de Química, foi perguntado: 
- Qual a diferença entre SOLUÇÃO e DISSOLUÇÃO?
Resposta de um aluno:
- Colocar UM dos POLÍTICOS BRASILEIROS num TANQUE DE ÁCIDO para que DISSOLVA é uma DISSOLUÇÃO. Colocar TODOS é uma SOLUÇÃO!*

                                            *E completou: *

        *"Se Liofilizar, teremos o mais puro Extrato de Pó de Merda do mundo"*

 
  Para os chineses, 2009 foi o ano do BOI e este ano é o do TIGRE.
Felizes são eles que, a cada ano, trocam de animal.
Nós estamos há 7 anos com o mesmo jumento. E corremos o perigo de trocar por uma égua.
 PENSE BEM AO VOTAR!!!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O TRANSPORTE DE CARGAS E A LOGÍSTICA


       
A logística integrada, neste mundo cada vez mais globalizado, tem representado uma vantagem competitiva estratégica para as empresas em seus mais diversos segmentos econômicos. E isso parece só o começo, pois como comentado na revista “The Economist”, a logística ainda é "uma indústria pouco visível que vem mudando a vida de todos nós”. Mesmo no Brasil, apesar de todas as dificuldades existentes, o setor de logística tem projetado taxas de crescimento maiores para os próximos anos, acima, inclusive, das taxas de crescimento do PIB.
Contribuindo para o crescimento da logística e em face das fortes pressões para que se invista em infra-estrutura logística, com atenção no transporte de cargas, o governo brasileiro instalou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e está desenvolvendo o PNLT (Plano Nacional de Logística e Transporte). Este último, como se sabe, é mais do que um plano de Governo, mas, claramente, um plano de Estado, prevendo investimentos até o ano de 2023. Isso deverá, sem dúvida, ajudar na melhoria das operações logísticas e de transporte, com efeitos diretos para a rentabilidade das empresas, posto que o transporte poderá ser feito de forma mais rápida, racional e com menos custo. O próprio BNDES vem trabalhando fortemente para financiar a infra-estrutura logística brasileira, notadamente o transporte de cargas.
Diante desse cenário e mais a necessidade de se adicionar diversidade nos seus negócios, as empresas brasileiras, principalmente dos ramos de transporte, armazenagem e de comércio exterior, têm direcionado seus esforços e investimentos com o objetivo de construir e desenvolver uma base sólida e eficiente para a prestação de serviços logísticos integrados, tanto no Brasil como no Exterior.
Nesse contexto poderá haver segmentações dessas empresas por setores industriais (automotivo, farmacêutico, químico, etc.), por canais de distribuição (varejo, venda direta, comércio internacional, industrial, etc.) ou mesmo por regiões. E mesmo que algumas empresas adquiram “expertise” em um ou mais setores, precisarão, diante da especificidade de cada tipo de serviço a ser executado, segmentar suas operações em divisões autônomas.
Por outro lado, as operações logísticas têm, no transporte, uma das variáveis mais importantes. O transporte, como indicam as pesquisas, representa algo como 2/3 dos gastos logísticos, impulsionado, entre outros fatores, pelo custo do frete que, sozinho, chega a 10% do produto final.
Conseqüentemente, uma boa operação de transporte de carga, possibilitará ao tomador desse serviço, inclusive ao operador logístico, algumas vantagens muito importantes: maior competitividade (na medida que cria possibilidades de se colocar seu produto em mercados mais distantes), economias de escala (obtidas pela presença em mercados mais amplos) e, conseqüentemente, preços reduzidos no produto ou serviço final, são algumas delas. Isso vale para o produto final ou para os insumos, pois sob o ponto de vista da cadeia de suprimentos (“supply chain”), a operação e o custo otimizado de transporte proporcionarão economias no custo total dos insumos utilizados, bem como máxima confiabilidade para o ciclo produtivo.
Portanto, está claro que não é somente o custo que se deve levar em conta no momento de se definir sobre a utilização de transporte, seja ele próprio ou de terceiros. Fatores como disponibilidade, flexibilidade operacional, velocidade e oportunidade de investimento, também devem ser analisados. A operação de transporte, como se sabe, precisa estabelecer técnicas e procedimentos adequados para todas suas atividades, sejam elas de roteirização, de balanceamento de viagens (carregadas x vazias) e até do tipo e da programação de equipamento a ser utilizado.
A terceirização do transporte de cargas, por sua vez e muito comum no Brasil, exige outros cuidados: negociação dos fretes, documentação, seguro e auditoria dos serviços contratados, são fundamentais, só para citar.
(EXTRAIDO DO SITE www.ntcelogistica.org.br texto de Paulo Roberto Guedes )

No tempo das cavernas...


O
s idos tempos do homem das cavernas, ou para ser mais científico, o período do homem de Neandertal, desperta agora uma reflexão.
Para alguns, o homem de Neandertal viveu no mesmo período que o Homo sapiens, tendo sua coexistência bastante alardeada.
Era conhecido por sua robustez, grosseria, simiesco. Inclusive eram considerados de pouca inteligência.
Trazendo este prenúncio a nossa realidade, não estamos longe daquele período.
Hoje presenciamos estarrecidos às barbáries diárias em nosso Brasil, o ainda e eterno País do futuro, cantado em verso e prosa pelo grande poeta Renato Russo.
Nós estamos a mercê dos Brunos, Macarrões, Mizaeis, Antonio Pimenta Neves e motoristas bêbados do dia a dia e não temos a quem recorrer.
A vida é desrespeitada, desalojada da alma, do corpo, da mente e dos entes queridos que ficam na expectativa de uma justiça falha, tardia, vagarosa, delineada por leis retrogradas, repletas de falhas e interpretações diversas, beneficiando autores de crimes hediondos a passarem uma pequena temporada na cadeia para depois curtir as benesses e os prazeres da vida liberta. Prisão somente para aqueles que perdem pedaços da família, estes sim, vivem (ou sobrevivem) presos a saudades e a ingrata indignação de ver seu algoz livre, leve e solto.
Chegou a hora de questionarmos as nossas leis, forçar estudos nas mudanças sobre crimes hediondos e determinar quais os crimes que devem ser considerados como tal. Não podemos mais conviver com a dolorosa dúvida: O crime compensa ? Não podemos mais aceitar crimes bárbaros sem uma punição devida..... Já chega. Vamos gritar pela Prisão perpétua neste País para criminosos bárbaros. Para os bêbados que se utilizam dos seus veículos subtraindo vidas, cassação da carteira e prisão inafiançável.
 Se chegamos a punir os crimes de racismo com total inflexibilidade na lei, está mais do que na hora das leis jurídicas  ganharem revisionamentos e dar uma resposta às famílias e cidadão de bens.
Do contrário, continuaremos a ter a sensação de vivermos como homo sapiens junto de Neandertais.

Jacob Serruya


segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Ô terrinha boa!



   Para quem não sabe, nos EUA não existe atendimento público de saúde gratuito e nem ambulância do governo para buscar doentes em casa. Lá não tem SUS. Pobre ou rico, o sujeito tem de ter plano de saúde, normalmente ligado à empresa em que trabalha. A saúde não é socializada. Desempregados, imigrantes ilegais, mendigos, estão todos ferrados. Para saber mais recomendo o filme “Sicko” (S.O.S. Saúde) do Michael Moore.
            Lógico, entre Brasil e EUA as realidades são muito distintas. Lá, a infra-estrutura funciona, a justiça funciona, a polícia não dá moleza, mas a saúde é uma droga. O grande irmão do Norte não quebra-galho, não tem “cesta” nenhuma, lá o Estado não te dá nada. É capitalismo doído mesmo, selvagem. Já no Brasil... Ô terrinha boa! Não há melhor lugar para se viver. É sério! Ainda que deficiente, o governo é esse “paizão” cuidando do cidadão e de graça. Se uma cidadã não quiser engravidar, até a camisinha é grátis. Não usou preservativo? Pílula do dia seguinte. Ah, vai querer o filho? Auxílio-maternidade, pré-natal e enxoval. Quem vai sustentar esse menino? Bolsa-família. O jovem não tem profissão? Estágio remunerado ou Soldado-cidadão. Vai continuar estudando? Bolsa universitária e sistema de cotas. Cometeu um crime, está preso? (é pobre, por que rico não sabe o que é cadeia no Brasil) Tem o Auxílio-reclusão. Não tem onde morar? “Minha casa, minha vida”. Tá doente? Bem ou mal tem o SUS, tem o SAMU, tem vacinação para todo mundo. Ah, vai morrer? Não esquenta, o caixão é de graça.
            Pois é, o sujeito tem de ser completamente abandonado ou muito vadio para morrer de fome neste país. E ainda tem gente que sofre o diabo para ir viver no exterior. Sujeitando-se a entrar clandestino, tratado como “la cucaracha”, arriscando-se a ser morto como terrorista. Tirando os sapatos para entrar legalmente, sendo farejado por cachorros nos aeroportos, e isso depois de implorar o visto de entrada. Aqui o sujeito é profissional formado, lá é lavador de pratos. Por que sair daqui? Se juntarmos todas as cestas e vales assistencialistas do Brasil, uma família pode muito bem viver sem que seus membros preocupem-se em trabalhar ou estudar para se qualificar. Chamam a isso: “diminuição das diferenças sociais”. Com certeza há quem realmente não tenha condições de deixar a miséria por meios próprios, mas para esses deve haver assistência social e não assistencialismo.
            Eu ouvi Luiz Gonzaga cantar: “Ô, dotô, uma esmola para um pobre que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão!”
                                                             Parnamirim-RN, 22 de agosto de 2010.
                                                                                                                           ( Recebido por email.)

domingo, 22 de agosto de 2010

Sua mente determina !


Como já dizia nossos avós: “Dinheiro não nasce em árvore”, “Você colhe o que planta”, “O céu ajuda a quem cedo madruga” e tantas outras coisas. Esses ditados podem parecer banais, mas não passam de verdades ditas em maneiras populares. Assim como nosso futuro é o resultado do nosso presente, a nossa vida é o espelho de nossas ações e pensamentos.
Os seres humanos com o passar do tempo, foram adquirindo a mania de serem pessimistas e gravando em suas mentes que é mais fácil acontecer algo ruim do que bom, e utilizam e divulgam isso no dia-dia para o próximo, criando e vivendo num círculo vicioso, passando essas energias negativas e recebendo de volta o que deram. O maior problema deste comportamento, é que as pessoas se esquecem de que nada acontece por acaso, e que se algo saiu errado, é porque realmente não tinha que dar certo e que provavelmente alguma coisa você fez para que aquilo acontecesse, mesmo que indiretamente.
Todos ficam esperando uma fórmula milagrosa de “como alcançar o sucesso”, e se perguntam como poucas pessoas conseguem chegar a posições altas e satisfatórias, conseguirem tudo que a maioria querem, ter boas pessoas ao redor e o principal: serem felizes. A resposta é simples, é que essas pessoas que conseguem o que querem, certamente não ficaram estáticas, reclamando da vida, de Deus e do mundo, esperando cair mais do que apenas chuva do céu; essas pessoas treinaram suas mentes para o pensamento positivo, para a mentalização dos seus objetivos, arregaçaram as mangas e colocaram mãos à obra.Esta atitude deve se encaixar em todos setores da vida. Comece a observar se na hora que você esta com sua família, com seus amigos ou com as pessoas que te cercam, esperando receber mais carinho e atenção, se não é bem aí que alguém esta esperando isso de você há muito tempo e tem medo de dar o primeiro passo, por medo de sua reação, então dê você o primeiro passo! Não espere amanhã para fazer sua vida ser mais gostosa e alegre.
Nos negócios também não poderia ser diferente. Se você já sai de casa cabisbaixo, achando que será difícil fechar aquele negócio, conseguir aquele contrato, ou agradar aquele cliente,  certamente não conseguirá mesmo. Mas se sai inspirado a conseguir o que quer e se empenha para isso, não só conseguirá o que quer, como também poderá se surpreender conseguindo mais do que esperava. Tudo é uma questão de determinação, é como aquela historinha da metade do copo vazio, ou metade do copo cheio, o que determina é sua forma de ver.
Então vamos começar já a sermos mais positivos e motivados, só assim vamos conseguir as coisas que queremos, sejam elas palpáveis ou não. O importante é fazermos bem a nós mesmos e ao próximo.
Portanto, nunca se esqueça
"quer você acredite que pode, quer você acredite que não pode, você está sempre certo". 
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E O ESTADO...


Passados os terrores dos deslizamentos, enchentes e as conseqüentes mortes, no Rio de Janeiro, cabe um questionamento que a meu ver, deve ser discutido em todos os níveis.
A CULPA É DE QUEM? Daquele morador miserável que construiu sua moradia abaixo do morro ? Ou do Estado que tapou os olhos ?
Meus amigos, o Estado é o gestor dos seus cidadãos, do seu povo, da saúde, da educação e habitação.
Cabe uma pergunta: Porque fechou os olhos para as construções irregulares ?
Hoje se manifesta com ajudas sociais para tentar minorar a dor e a revolta, na tentativa de trazer  a dignidade da moradia às pessoas. Se tem condições de faze-lo hoje, porque não o fez para obstruir construções irregulares, sob risco de vida e construir casas populares em locais seguros?
Nossa maior indignação não é somente acompanhar pelos noticiários as perdas das vidas humanas.
Crianças, famílias, Pais, Mães perdendo sua identidade, seu hisórico, seus pertences, conquistados com esforço e dignidade.
Temos que dar um basta na hipocrisia, no desmazelo, na falta de competência e na omissão de Governos que nada tem a oferecer  num momento triste e doloroso, causado por sua incompatibilidade gerencial administrativa.
Não vamos tratar da questão enchentes, chuvas ( o que farei em próxima oportunidade), mas sim, a respeito do Estado gerir a moradia de seu povo. Fala-se tanto na questão social, com programas que viabilizam a compra da casa própria o que é bastante salutar, mas deixar que as construções irregulares prosperem, é ser cúmplice na morte de tantos inocentes.
Temos que viabilizar a questão do planejamento, estudar as formas oferecer boas condições de moradia em locais seguros e principalmente, não acatar moradias de risco, pois as vidas que se perdem e os custos para o Estado serão muito maiores.