terça-feira, 24 de agosto de 2010

No tempo das cavernas...


O
s idos tempos do homem das cavernas, ou para ser mais científico, o período do homem de Neandertal, desperta agora uma reflexão.
Para alguns, o homem de Neandertal viveu no mesmo período que o Homo sapiens, tendo sua coexistência bastante alardeada.
Era conhecido por sua robustez, grosseria, simiesco. Inclusive eram considerados de pouca inteligência.
Trazendo este prenúncio a nossa realidade, não estamos longe daquele período.
Hoje presenciamos estarrecidos às barbáries diárias em nosso Brasil, o ainda e eterno País do futuro, cantado em verso e prosa pelo grande poeta Renato Russo.
Nós estamos a mercê dos Brunos, Macarrões, Mizaeis, Antonio Pimenta Neves e motoristas bêbados do dia a dia e não temos a quem recorrer.
A vida é desrespeitada, desalojada da alma, do corpo, da mente e dos entes queridos que ficam na expectativa de uma justiça falha, tardia, vagarosa, delineada por leis retrogradas, repletas de falhas e interpretações diversas, beneficiando autores de crimes hediondos a passarem uma pequena temporada na cadeia para depois curtir as benesses e os prazeres da vida liberta. Prisão somente para aqueles que perdem pedaços da família, estes sim, vivem (ou sobrevivem) presos a saudades e a ingrata indignação de ver seu algoz livre, leve e solto.
Chegou a hora de questionarmos as nossas leis, forçar estudos nas mudanças sobre crimes hediondos e determinar quais os crimes que devem ser considerados como tal. Não podemos mais conviver com a dolorosa dúvida: O crime compensa ? Não podemos mais aceitar crimes bárbaros sem uma punição devida..... Já chega. Vamos gritar pela Prisão perpétua neste País para criminosos bárbaros. Para os bêbados que se utilizam dos seus veículos subtraindo vidas, cassação da carteira e prisão inafiançável.
 Se chegamos a punir os crimes de racismo com total inflexibilidade na lei, está mais do que na hora das leis jurídicas  ganharem revisionamentos e dar uma resposta às famílias e cidadão de bens.
Do contrário, continuaremos a ter a sensação de vivermos como homo sapiens junto de Neandertais.

Jacob Serruya


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