domingo, 22 de agosto de 2010

E O ESTADO...


Passados os terrores dos deslizamentos, enchentes e as conseqüentes mortes, no Rio de Janeiro, cabe um questionamento que a meu ver, deve ser discutido em todos os níveis.
A CULPA É DE QUEM? Daquele morador miserável que construiu sua moradia abaixo do morro ? Ou do Estado que tapou os olhos ?
Meus amigos, o Estado é o gestor dos seus cidadãos, do seu povo, da saúde, da educação e habitação.
Cabe uma pergunta: Porque fechou os olhos para as construções irregulares ?
Hoje se manifesta com ajudas sociais para tentar minorar a dor e a revolta, na tentativa de trazer  a dignidade da moradia às pessoas. Se tem condições de faze-lo hoje, porque não o fez para obstruir construções irregulares, sob risco de vida e construir casas populares em locais seguros?
Nossa maior indignação não é somente acompanhar pelos noticiários as perdas das vidas humanas.
Crianças, famílias, Pais, Mães perdendo sua identidade, seu hisórico, seus pertences, conquistados com esforço e dignidade.
Temos que dar um basta na hipocrisia, no desmazelo, na falta de competência e na omissão de Governos que nada tem a oferecer  num momento triste e doloroso, causado por sua incompatibilidade gerencial administrativa.
Não vamos tratar da questão enchentes, chuvas ( o que farei em próxima oportunidade), mas sim, a respeito do Estado gerir a moradia de seu povo. Fala-se tanto na questão social, com programas que viabilizam a compra da casa própria o que é bastante salutar, mas deixar que as construções irregulares prosperem, é ser cúmplice na morte de tantos inocentes.
Temos que viabilizar a questão do planejamento, estudar as formas oferecer boas condições de moradia em locais seguros e principalmente, não acatar moradias de risco, pois as vidas que se perdem e os custos para o Estado serão muito maiores.

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